A Agência Nacional do Cinema (Ancine) autorizou o registro do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Registro de Obra Estrangeira (ROE) foi concedido no dia 7 de agosto.

A liberação representa uma etapa necessária para que o longa possa chegar ao público brasileiro, mas não significa que a obra já esteja autorizada para distribuição nos cinemas. A Europa Filmes, responsável pelo lançamento no país, ainda precisa solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT).

Segundo o diretor da distribuidora, Wilson Feitosa, ainda não há uma data definida para o pedido do documento. “Quanto ao CRT, não temos prazo para solicitar. Estaremos fazendo no momento certo”, afirmou.

Enquanto o processo de liberação avança, a Ancine também apura uma denúncia relacionada às filmagens do longa no Brasil. A suspeita é de que a produção tenha realizado gravações no país sem comunicar previamente o órgão, procedimento exigido para obras estrangeiras.

Pelas regras, a realização desse tipo de filmagem deve ser informada à Ancine por uma produtora brasileira parceira, que também precisa assumir a responsabilidade técnica pela produção em território nacional.

Além disso, o filme está envolvido em uma investigação sobre o financiamento da obra. No fim de julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar recursos destinados à produção por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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