
Os bancos poderão descontar os valores que terão de antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) do compulsório, dinheiro que são obrigados a manter parado no Banco Central (BC). A autoridade monetária aprovou nesta terça-feira (3) resolução que autoriza a operação, buscando equilibrar o fortalecimento do FGC com a manutenção da liquidez no sistema.
Liberação de liquidez e reforço ao FGC
Na prática, a medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos ainda neste ano. O BC, no entanto, informa que o dinheiro extra não terá impacto na economia, pois compensará os recursos que deixarão de circular devido às antecipações dos bancos ao FGC.
O FGC, entidade privada que garante depósitos e aplicações de clientes em caso de quebra de banco, decidiu em fevereiro antecipar contribuições mensais para cobrir um rombo em seu caixa, após a quebra do Banco Master e outras instituições associadas. Esse reforço é crucial para recompor o patrimônio do fundo e manter a confiança no sistema financeiro.
Compulsório e a nova regra do BC
Por meio do compulsório, os bancos são obrigados a manter parte do dinheiro dos clientes depositada no Banco Central. Essa reserva obrigatória é uma ferramenta do BC para controlar a quantidade de dinheiro em circulação e manter a estabilidade financeira.
Com a nova regra, o BC autorizou que o valor antecipado ao FGC seja abatido dessa reserva obrigatória. Sem essa mudança, os bancos teriam que arcar com ambos os custos separadamente.
Opções de compensação e impacto esperado
Os bancos poderão escolher se fazem essa compensação sobre recursos de depósitos à vista, como conta-corrente, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).
O Banco Central estima que a medida possa resultar na liberação de até R$ 30 bilhões em 2026, valor que poderá ser utilizado pelos bancos para a concessão de crédito ou outras operações. O compulsório será recomposto gradualmente, mês a mês, conforme vencerem as parcelas antecipadas ao FGC.
Com informações da Agência Brasil


