O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (3) em alta de quase 2%, cotado a R$ 5,261, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. A bolsa brasileira não ficou imune ao pessimismo global e o Ibovespa, principal índice da B3, despencou 3,27%, atingindo 183.104 pontos, o maior recuo do ano.

Tensão global e busca por segurança

A instabilidade no mercado financeiro foi reflexo direto do agravamento das tensões entre Estados Unidos, Irã e Israel, com repercussões em países como Líbano e Arábia Saudita. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, elevando os temores de desabastecimento e impulsionando os preços do barril Brent em mais de 4%.

Diante do cenário de incerteza, investidores globais buscaram ativos considerados mais seguros, como o dólar, enquanto o mercado de ações sofreu quedas generalizadas. O índice DXY, que mede a força da moeda americana, subiu 0,66%.

Impacto na economia brasileira

No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas com desaceleração no último trimestre. A perda de fôlego da economia, somada à pressão externa, pode influenciar a decisão do Banco Central sobre a Taxa Selic.

Analistas já preveem um corte menor nos juros básicos na próxima reunião do Copom, possivelmente de apenas 0,25 ponto percentual, em vez dos 0,5 ponto esperados anteriormente. Juros mais altos tendem a conter a cotação do dólar, mas podem frear o crescimento econômico.

Com informações da Agência Brasil

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